Fruticultura é opção para os produtores de Mato Grosso do Sul

A fruticultura não é a principal atividade rentável no Estado de Mato Grosso do Sul, mas enquanto o quilo da soja é vendido a R$ 0,20, o da fruta varia entre R$ 1,00 e R$ 2,00.


Fruticultura é opção para os produtores de Mato Grosso do Sul

A fruticultura não é a principal atividade rentável no Estado de Mato Grosso do Sul, mas enquanto o quilo da soja é vendido a R$ 0,20, o da fruta varia entre R$ 1,00 e R$ 2,00. A produção da soja é de 2 a 3 mil quilos por hectare; já as frutas começam na marca de 15 mil quilos por hectare. O valor e a produtividade agregados à fruticultura oferecem uma nova possibilidade para o produtor rural.

 

Para buscar alternativas, o Projeto Fazendinha, implantado em 2001 no município de Dourados, pelo Serviço de Aprendizagem Nacional Rural - Administração Regional de Mato Grosso do Sul (SENAR-AR/MS), disponibilizou, na última sexta, dia 23, na unidade didática do projeto, o “Dia do Campo”.

 

O Projeto começou com 2 hectares e hoje conta com 2,5 hectares, apostando na fruticultura como uma atividade rica e rentável para os produtores de MS. A cidade de Dourados é o pólo de produção de tecnologia de 11 espécies e 23 variedades de frutas, quase todas estão produzindo.

 

Hoje as frutas cultivadas nos 2,5 hectares são: coco, banana, atemóia, uva, goiaba, graviola, maracujá, caqui, pupunha, pêssego, figo, melancia, ameixa, kiwi, nêspera e lichia.

 

O clima é um fator que tanto pode dificultar como facilitar o desenvolvimento de algumas espécies. O que acontece é que algumas culturas são adaptadas de acordo com a região, destaca o coordenador da Câmara Setorial de Fruticultura de MS, Carlos Alberto Salgueiro da Cunha Rosa, e explica que “ou você tem problema no início da produção, ou vai produzir mais tarde; o pior é só produzir como curiosidade, pois não gera produção comercial”. Cita ainda, como exemplo, o coco que, em uma região muito fria, produz, mas não vai gerar receita, rendimento.

 

A banana-maçã, que para a sua produção necessita só de água e adubo, é a principal fruta comercializada aqui no Estado. Já na região norte, em Pedro Gomes, o forte é o plantio de laranja; na região de Coxim, Jardim, Campo Grande, o destaque é para a uva; em Três Lagoas, o coco.

 

A Câmara Setorial de Fruticultura de MS, por intermédio do Núcleo de Produção, também chamado de unidades demonstrativas, desenvolve a fruticultura de quatro espécies nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Cassilândia, Coxim e Dourados; este é o único que tem as frutas já industrializadas. Os municípios de Bonito, Ponta Porã e Naviraí serão os próximos a fazerem parte desse processo.

 

Carlos Alberto destaca, também, a importância de buscar especializar técnicos para que a fruticultura tenha assistência adequada, favorecendo a tecnologia e lucros maiores. Há previsão de realização do 1º Workshop de Fruticultura de Mato Grosso do Sul ainda este ano.

 

Mais informações por intermédio da Assessoria de Comunicação do SENAR-AR/MS pelo telefone (67) 326-6999.

 

Juliana Turatti


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