Produtor de Vicentina se tornou referência na produção de bananas e batata-doce com o apoio do Senar/MS
Produtor de Vicentina se tornou referência na produção de bananas e batata-doce com o apoio do Senar/MS

O que começou como uma propriedade herdada da família acabou se transformando em uma oportunidade de negócio para Rafael Faria Corrêa. Com o apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS, o produtor, que hoje é referência na fruticultura em Vicentina, descobriu na produção de bananas e batata-doce uma nova fonte de renda.
“Eu acho que se eu não tivesse tido o auxílio do Senar/MS, eu teria concluído meu projeto que era vender o sítio, mas Deus coloca pessoas boas no nosso caminho. Sem o Senar/MS, hoje estaria totalmente perdido e talvez não estaria nesse crescimento.
Essa é a história do Transformando Vidas de hoje, confira:
Em 2017, a morte do sogro de Rafael mudou os rumos da família. O antigo sítio, onde eram cultivadas diversas culturas, foi deixado como herança para os filhos. Sem experiência no campo, Rafael queria vender a parte da esposa na propriedade, mas encontrou resistência. “Eu tentava vender o sítio e ela não queria. A minha esposa tem um apelo emocional, ela nasceu e foi criada aqui”.
Em 2022, o sócio Valter Gomes da Silva e também tio de sua esposa, sugeriu que Rafael plantasse bananas na propriedade com apoio da ATeG Fruticultura do Senar/MS. O produtor explica que, a princípio, achou estranho, pois não era comum o plantio de frutas na região, mas decidiu investir no projeto.
“Eu pensei: ‘Nossa, que estranho, não tem banana na região, mas eu acho que vai ser o caminho ideal para plantar, dar errado e convencer minha esposa de que o sítio não é para mim”.
Rafael conta que foi realizado um planejamento estratégico e personalizado pela equipe da ATeG do Senar/MS. Mesmo com o atendimento da instituição, o produtor brinca que ainda tinha expectativas de que a plantação fracassasse para finalmente convencer a esposa a passar o imóvel para frente.
“A gente arriscou em um projeto totalmente do zero confiando nos nossos técnicos do Senar/MS e no apoio que teríamos, mas eu confesso que lá no fundo eu queria que desse errado para eu poder vender o sítio”.
Para a surpresa de Rafael, a plantação deu certo e, no ano seguinte, eles realizaram a primeira colheita. “Mesmo em um ano muito seco e com tudo propício para que a minha ideia desse certo, as bananas deram cachos, frutos e uma boa colheita [...] A partir daquele momento eu vi que a plantação era rentável”.
Aumento da produção
\De acordo com o sócio Valter, com a orientação do Senar/MS, a produção passou a crescer cada vez mais e, aos poucos, eles foram ampliando a estrutura da propriedade. “Começamos a melhorar o bananal e implantamos a irrigação e adubação com a orientação do técnico de campo do Senar/MS Márcio Antônio Maria. Eu conhecia algumas coisas de banana, mas no sistema antigo; dessa maneira que a turma planta eu não conhecia, fomos aprendendo aos poucos.”
Rafael conta que o bananal já está no quarto ano de colheita e segue produzindo em alta escala. “Hoje nós conseguimos uma planta que aceita mercado e temos em torno de 10 toneladas. Tem umas doenças que, com a ajuda do Senar/MS, nós estamos controlando. A previsão de colheita para esse ano é muito boa, de 80 a 120 toneladas”, afirma.
Rumo ao mercado internacional
Além da ampliação do bananal, os produtores também começaram a investir no plantio de batata-doce no sítio. Por meio do programa AgroBR, Rafael deu os primeiros passos para o mercado internacional e começou a se preparar para exportar os produtos. “Através do Senar/MS nós começamos a produzir batata-doce. A partir da visita dos técnicos, eles me falaram: ‘Com o seu perfil meio arrojado e conversador, dá para pensarmos em exportação’. Aí eles me apresentaram o pessoal da AgroBR”, explica.
O produtor realizou a primeira etapa do curso e já está na segunda fase, que inclui planejamento, certificações, planos de ação estratégicos e orientação para rodadas de negócios. Segundo Rafael, as expectativas agora são de criar laços com os países vizinhos para começar as vendas no exterior.
“Nós estamos no segundo momento, que tem todo o plano de ação para fazer o planejamento e, quem sabe até o final do ano ou meados do ano que vem, participar de rodas de conversa e fazer de fato a exportação. Nós temos aqui o Paraguai e a Argentina, que têm um mercado que consome muito bem, e a rota bioceânica que está sendo construída. Eu vejo uma vantagem muito grande para que a gente possa, talvez, trabalhar em real e ganhar em dólar.”
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul - Ana Carla Souza* e Adelino Vargas
*Estagiária sob supervisão de Pamela Machado




















