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Artesã transforma inspiração no Pantanal em fonte de renda com apoio do Senar/MS

Transformando Vidas

Artesã transforma inspiração no Pantanal em fonte de renda com apoio do Senar/MS

Após curso da instituição, Maria aprendeu novo estilo de arte e passou a viver das peças que produz
20/03/2026 - 14:15

(Foto: Adelino Vargas)

Em Aquidauana, Maria Sibele descobriu no artesanato  um novo olhar sobre a própria vida. Foi a partir do curso de amigurumi do Senar/MS que ela transformou as lembranças da infância em renda e propósito “Menina do Amigurumi”, como é conhecida nas feiras da cidade, passou a dar vida, em cada peça, ao Pantanal que a inspira e, de fato, viver da arte. 

“Eu procurava uma forma de renda que eu pudesse ficar em casa para cuidar da minha família e o Senar me proporcionou isso. O curso de amigurumi me permitiu focar nisso, hoje trabalho em casa e consigo cuidar do meu pai e meu filho aqui. O Senar não trouxe somente um artesanato , mas fez eu ver o Pantanal de outra forma, aqui mesmo onde eu moro”, conta.

O Transformando Vidas de hoje é uma homenagem aos artesãos, que comemoram o dia alusivo à profissão em 19 de março, confira:

A artesã conheceu o mundo do artesanato quando era criança, nas confecções de sua mãe costureira e de sua madrinha crocheteira. Foi acompanhando a família que ela se interessou pela atividade e decidiu aprender mais sobre as técnicas de costura. Com a chegada do curso de amigurumi do Senar/MS, Maria se apaixonou pelo formato e logo colocou em prática.

“Quando eu vi a divulgação do curso, me interessei e fiz três em uma semana, para mim aquilo foi um recorde. Hoje consigo fazer uma peça por dia. O Senar é nota 10, as pessoas têm que se espelhar e aproveitar esses cursos trazidos para a sua cidade”, explica.

Após aprender o amigurumi, Maria decidiu criar personagens que refletissem a cultura do Pantanal e se inspirou nos próprios pais para criar os bonecos e, assim, nasceu o casal pantaneiro. “O homem chama Alonsito, pois o nome do meu pai é Alonso e a esposa, que faz alusão à minha mãe, está sempre com ele. O homem tem o chapéu, toma tereré, tem laço na mão, cuia e a bomba de alumínio, a faixa pantaneira, a bainha da faca e o tirador”.


Foto: Adelino Vargas

Além dos bonecos pantaneiros, a produção conta também com araras, capivaras e animais da região, que ela  decidiu personalizar com acessórios e até vestidos de noiva. O trabalho fez que Maria se tornasse conhecida na região pelo seu trabalho com amigurumi e hoje ela participa de diversas feiras de artesanato local e vive do trabalho feito à mão, que permite que ela trabalhe de casa e tenha mais tempo com sua família. “Foi uma transformação para mim que o Senar/MS me trouxe porque,a partir dali, mudou tudo”, destaca.

Além do aprendizado das técnicas de amigurumi, ela passou a reparar nas belezas do bioma pantaneiro e conhecer os animais típicos da região, que se tornaram a sua paixão e principal inspiração para o seu trabalho.

“Ser artesã é transformar, é uma cultura, porque eu, vivendo dentro do Pantanal, muitas vezes não dava valor e nem via os bichos que estavam em volta. Como artesã consigo enxergar tudo isso com outros olhos, focar na natureza. Ser artesã é ser livre. Descer com a linha, com a agulha, é transformar”, finaliza. 

Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul - Ana Carla Souza*  e Adelino Vargas

*Estagiária sob supervisão de Michael Franco