De cinco para 27 colmeias, apicultor de Figueirão (MS) transforma o futuro de um legado familiar
De cinco para 27 colmeias, apicultor de Figueirão (MS) transforma o futuro de um legado familiar

Edilson herdou as abelhas do pai e encontrou na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em apicultura do Senar/MS o apoio que precisava para dar continuidade ao legado da família no ramo da apicultura. Por meio do atendimento da instituição, o produtor conseguiu salvar as colmeias e agora prepara os filhos e netos para assumirem a produção.
“Cada vez que eu mexo com as abelhas eu fico mais empolgado, se eu puder ficar olhando eu fico muito entusiasmado com a organização delas e todos os benefícios que elas trazem. Esse conhecimento do Senar/MS serve para a apicultura e para outras áreas. Se você melhorar essa organização, com certeza melhora a sua vida”.
Esta é a história do Transformando Vidas de hoje, confira:
A história de Edilson com a apicultura começa com o seu pai, fulano de tal, que trabalhava com o cultivo de frutas, café e criação de abelhas na região de Figueirão. Após o falecimento do pai em 2008, Edilson herdou as colmeias da propriedade e se tornou responsável pelo cultivo de abelhas, porém, o produtor conta que na época tinha pouca conhecimento em apicultura.
“Meu pai sabia mais do que ninguém da importância das abelhas e chegou a fazer alguns cursos, mas eu não. A gente não estava preparado para a mudança, foi muito difícil”..
Sem o apoio do pai para continuar o cultivo de abelhas, Edilson foi cuidando da produção com o pouco conhecimento que tinha na época. “Eu montei tudo por minha conta, coloquei as caixas no brejo e até produzi alguma coisa, mas por falta de manejo muitos enxames foram embora. A gente não tratava na seca, não tinha essas informações”, explica.
Com a perda da maioria das colmeias, Edilson decidiu buscar o apoio da ATeG do Senar/MS, após a filha começar a trabalhar na instituição. O produtor conta que já conhecia o trabalho da Assistência na área de bovinocultura, mas não imaginava que também poderia receber o apoio com as abelhas. “A minha filha se formou como médica veterinária e começou a trabalhar no Senar/MS, foi aí que deu uma ‘clareada’. Eu até sabia que tinha alguma coisa da instituição, mas eu usava muito para cursos da área da pecuária”.
O produtor começou a aprender mais sobre o manejo correto com as abelhas e, aos poucos, foi melhorando a produção. “A primeira coisa foi a organização, colocamos o pouco de investimento que tínhamos no papel, criamos metas e fomos cumprindo as etapas. Um dos pontos principais foi o inverno, na época de escassez, pois a natureza não deixa a colmeia crescer. Então se fornecer alimento, quando tiver flores na região elas vão estar preparadas”, conta.
Além do planejamento, Edilson explica que foi realizada a seleção das abelhas para padronizar os enxames e aumentar a criação. “Fizemos a seleção de rainhas produtivas, porque tem algumas rainhas que produzem muitas abelhas, mas não produzem mel. Nós estamos conseguindo padronizar, as colônias triplicaram e saímos de cinco para 27”.
O futuro das abelhas
Segundo o produtor, as expectativas para as próximas safras são de aumentar a quantidade de produção de mel e investir em melhorias na propriedade. “Estamos em evolução, na última safra foram quase 15 quilos de mel por colmeia, agora quando vier a safra em agosto ou setembro eu imagino que vamos bater uns 20 ou 25 quilos. Eu quero trazer mais novidades para a propriedade, uma delas é plantar um tipo de floresta que beneficia a apicultura e a produção de madeira.”
Hoje, Edilson conta que finalmente conseguiu dar continuidade ao legado deixado pelo pai e se sente realizado trabalhando com as abelhas. Futuramente, o produtor conta que pretende passar este mesmo legado da apicultura para os seus filhos e netos.
“A gente se sente útil, porque meu pai fez um sucessor e eu consegui evoluir, se Deus quiser eu quero fazer os próximos sucessores. Meu filho mais novo também está entrando na atividade e já está com cinco colmeias, com as tecnologias de hoje eu acredito que ele vai ser melhor do que eu. Quero trazer todo esse conhecimento para as minhas netinhas, já tenho algumas colmeias de abelhas sem ferrão e assim que elas estiverem aptas quero mostrar para elas.”
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul - Ana Carla Souza* e Adelino Vargas
*estagiária sob supervisão de Michael Franco




















